Madeireiros invadem área indígena

10 01 2012

ImagemMadeireiros têm invadido uma comunidade de índios Awá isolados, um dos quais teria sido queimado vivo. Membros da tribo Guajajara, a qual também habita a área, afirmaram que encontraram os restos carbonizados de uma criança Awá, após um ataque de madeireiros, de acordo com a ONG CIMI. Clovis Guajajara, que às vezes avista os Awá enquanto caça na floresta, reportou que não os vê desde tal ataque, e acredita que tenham fugido. A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) declarou à Survival International que está conduzindo uma investigação de acordo com os relatos, e que a morte da criança ainda não foi confirmada.

Acredita-se que pelo menos 60 Awá isolados vivam nessa região do nordeste da Amazônia brasileira, sendo eles uma das últimas tribos caçadoras-coletoras nômades no Brasil. Os Awá dependem de sua floresta para viver, porém, um grande número de madeireiros tem invadido as suas terras, as quais agora sofrem um dos maiores níveis de desmatamento da Amazônia. Os Awá recentemente sofreram uma série de ataques brutais, e os madeireiros avisaram que os índios seriam mortos caso entrassem na sua floresta. A Survival International está instando o governo brasileiro a expulsar os invasores das terras Awá antes que a devastação coloque a vida dos índios ainda mais em risco.

Fonte: Survival





Mais imagens de índios isolados

23 11 2011

A Survival International tem publicado novas imagens de uma aldeia de Yanomami isolados no Brasil, 20 anos após uma de suas campanhas cruciais que resultou na criação do maior território indígena em floresta no mundo. A Survival International, o xamã Yanomami Davi Kopenawa e a Comissão Pro-Yanomami no Brasil foram fundamentais para garantir esta vitória. As novas imagens enfatizam a importancia do território em proteger os Yanomami de garimpeiros, que devastaram a tribo nos anos 1980. Para o diretor da Survival, Stephen Corry, “os adeptos da organização podem ficar imensamente orgulhosos do sucesso que este avistamento representa. É claro que muitos povos indígenas, incluindo os Yanomami isolados, ainda estão ameaçados pela ocupação ilegal de suas terras, e por isso não podemos desistir da luta. A própria existência de Yanomami isolados, no entanto, prova que a campanha persistente compensa. Esperamos ver muitas mais vitórias como esta”. Os Yanomami sofreram anos de opressão nas mãos dos garimpeiros. Sua população diminuiu em 20 por cento em apenas sete anos, devido a violência e doenças. O governo do Brasil anunciou sua decisão de demarcar as fronteiras de um território para os Yanomami em novembro de 1991. O território foi assinado em lei no ano seguinte. As novas fotos mostram que membros isolados da tribo continuam a viver na Amazônia, construindo malocas tradicionais no coração de suas comunidades. Mas, embora o reconhecimento dos direitos à terra para os Yanomami tenha melhorado as condições de vida da tribo, ameaças ainda existem. Garimpos ilegais continuam a operar a apenas 15 quilômetros dos Yanomami isolados. A mineração ilegal na terra dos Yanomami transmite doenças mortais como a malária e polui os rios e floresta com mercúrio. Pelo menos 800 pessoas do exército e da polícia do Brasil estão agora envolvidas em uma operação para remover os garimpeiros ilegais. Até agora, 30 já foram expulsos.

Fonte: Survival





Indígenas fundamentais para proteger

17 11 2011

Os povos indígenas são fundamentais para a preservação das florestas do mundo, e reservas de conservação que os excluí sofrem, segundo um estudo do Banco Mundial. O documento mostra que o desmatamento chega a seu nível mais baixo conforme os povos indígenas continuam vivendo em áreas protegidas, e não são forçados a deixá-las. Em todo o mundo, milhões de indígenas são refugiados de projectos de conservação, mas o Banco Mundial diz que a sua prova demonstra que ‘a conservação da floresta não precisa ser à custa de meios de subsistência locais’. Usando dados de satélite de incêndios florestais para ajudar a indicar os níveis de desmatamento, o estudo mostrou que as taxas eram cerca de 16% mais baixas em áreas indígenas, entre 2000-2008. Oitenta por cento das áreas protegidas do mundo são territórios de comunidades indígenas, que têm vivido lá por milênios. Isto não é coincidência: cada vez mais, os especialistas reconhecem a ligação entre a presença de povos indígenas e sua capacidade de beneficiar as florestas com a inibição do desmatamento. Mas, apesar do Banco Mundial reconhecer os benefícios que os povos indígenas dão à terra, tem apoiado vários projetos polémicos, ameaçando a existência desses povos.

A tribo Awá no Brasil foi devastada pelo programa
Carajás, financiado pelo Banco Mundial.
© Fiona Watson / Survival

Um caso famoso aconteceu durante a década de 1970 quando o Banco Mundial ajudou a financiar o Programa Grande Carajás depois do descobrimento de grandes depósitos de minério de ferro no Brasil. O projeto de desenvolvimento teve conseqüências fatais para a tribo Awá. Segundo o director da Survival International, Stephen Corry, os especialistas “estão finalmente reconhecendo o facto de que a defesa dos direitos dos povos indígenas para permanecerem em suas terras é a melhor maneira de garantir a conservação da floresta. É uma pena que nem todas as organizações de conservação o reconheçam. Além da violação dos direitos humanos que seus despejos representam, tal acção é também contraproducente”.

Fonte: Survival





Índios assassinados no Mato Grosso

3 11 2011

Um relatório divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) dá conta de um genocídio indígena em Mato Grosso do Sul (Brasil) nos últimos oito anos. Segundo o documento, 250 índios foram assassinados neste período, a maioria na região sul, onde vivem os índios guarani/caiuá. A dimensão da situação fica mais evidente quando se compara os dados com os números nacionais. Conforme o Cimi, enquanto a média nacional é de 24,5 homicídios para cada 100 mil pessoas, na Reserva Indígena de Dourados, a maior do Estado, a proporção é de 145 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. No Iraque, a média proporcional é de 93 mortes/100 mil moradores. O levantamento mostra ainda que Mato Grosso do Sul lidera em número de assassinatos de indígenas. Em 2007, 70% dos casos registrados no Brasil foram em Mato Grosso do Sul. No total, 55% dos homicídios foram de índios das etnias que vivem no MS, sendo 250 aqui e 202 no restante do País. A situação não é diferente quando se fala em tentativas de assassinato. Enquanto no período de 2003 a 2010 foram 190 em Mato Grosso do Sul, nas demais regiões do Brasil foram 111. Nos primeiros nove meses deste ano, 27 dos 38 indígenas mortos violentamente no Brasil são sul-mato-grossenses, o que corresponde a 71%. Para Flávio Vicente Machado, coordenador estadual do Cimi, instituição ligada à igreja católica, a explicação para esse quadro de violência é o conflito agrário. São lideranças indígenas sendo mortos na luta pela terra contra os fazendeiros, e moradores comuns das aldeias sendo assassinados em conflitos internos. Vivem no Estado cerca de 75 mil índios, a segunda maior população do País, superado apenas pelo Amazonas.

Fonte: O Globo





Gás demite directora de assuntos indígenas

30 10 2011

Raquel Yrigoyen Fajardo

O governo do Peru demitiu a diretora de assuntos indígenas depois dela reverter uma decisão ‘ilegal’ para permitir a gigante empresa de gás argentina Pluspetrol de entrar em terra habitada por tribos isoladas. Raquel Yrigoyen Fajardo foi substituída como chefe do INDEPA, departamento para assuntos indígenas do governo peruano, por um ex-advogado especializado em ‘ética nos negócios’. A gestão anterior do INDEPA havia aprovado planos de expansão para o projeto da Pluspetrol, conhecido como Camisea, e enviado-os diretamente ao Ministério de Energia do Peru. Yrigoyen postou detalhes no Facebook sobre sua ‘saída inesperada’ do INDEPA. Ela disse que não havia “nenhuma base empírica” pela qual uma consulta adequada não havia sido solicitada, salientando, “que essa aprovação não levou em conta as normas da ONU pela proteção dos povos indígenas em isolamento”. Documentos submetidos pela Yrigoyen ao INDEPA sobre o cancelamento do projeto foram retirados do site do INDEPA logo depois que ela foi demitida. Yrigoyen disse que sua equipe saiu “com a cabeça erguida”, e que iria redobrar seus esforços para defender os direitos dos povos indígenas.

Fonte: Survival








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