Depois do triunfo do filme Avatar, nos Globos de Ouro, os povos indígenas aproveitaram para manifestar que a película conta a história real das suas vidas na actualidade. “Os Penan não podem viver sem a sua selva. A floresta cuida de nós e nós cuidamos da floresta. Entendemos as plantas e os animais porque temos vivido aqui durante muitos anos, desde a época dos nossos antepassados. Os Na’vi de Avatar choram porque o seu bosque é destruído. É o mesmo com os Penan. As empresas madeireiras estão derrubando as nossas grandes árvores e contaminando os nossos rios, e os animais que caçamos estão morrendo”, afirmou à Survival um indígena Penan de Sarawak, no Borneo, Malásia. Davi Kopenawa, do povo Yanomami, conhecido como o Dalai Lama da Amazónia, declarou: “Meu povo sempre viveu em paz com a selva. Nossos antepassados ensinaram-nos a entender a nossa terra e os animais. Temos utilizado este conhecimento cuidadosamente, porque a nossa existência depende dela. A terra yanomami foi invadida por mineiros. Uma quinta parte do nosso povo morreu de doenças que nunca havíamos conhecido”. Segundo fontes da Survival, como acontece com os Na’vi de Avatar, também os últimos povos indígenas do mundo, desde o Amazonas à Sibéria, estão em perigo de extinção, já que as suas terras são expropriadas por poderosas forças em busca do benefício económico, como a colonização, a indústria madeireira e mineira. Uma das melhores formas de proteger a herança natural do nosso planeta é surpreendentemente simples: basta assegurar os direitos territoriais dos povos indígenas”.

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