Artesanato indígena em debate

12 02 2010

Mais de 27 comunidades indígenas Yaruro, Jiwi Cuibas reuniram-se no centro de desenvolvimento  Indian Apure, em Elorza, estado Apure, Venezuela, a fim de discutir a Lei do Artesanato Indígena. A reunião foi realizada no âmbito do primeiro Encontro Regional do Estado de Apure e do relançamento da Frente Socialista Indian Guaicaipuro, disse Edwin Hidalgo, líder da comunidade Yaruro. Participaram no encontro mais de 500 representantes indígenas da região, que também discutiram o papel dos povos indígenas na Revolução Bolivariana.





Vala comum na Colômbia

10 02 2010

Terrível. Nem nos anos cinquenta se viu tanta brutalidade Colômbia, com as acções dos grupos paramilitares. Na pequena cidade de La Macarena, região de Meta, 200 quilómetros a Sul de Bogotá, uma das áreas mais quentes do conflito colombiano, foi descoberta a maior vala comum da história recente da América Latina, com um número de corpos enterrados sem identificação, que pode chegar a 2.000. Desde 2005, a elite do exército, cujas forças estão implantados nas proximidades, foi depositando por trás do cemitério local, centenas de corpos sem nome. Este é o maior cemitério de vítimas de um conflito que se tem notícia no continente.  O advogado Jairo Ramirez, secretário do Comité Permanente para a Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia, visitou a sepultura colectiva com uma delegação de parlamentares britânicos e ficou escandalizado. “O que vimos foi terrível”, disse.  “O Comandante do Exército disse-nos que eram guerrilheiros mortos em combate, mas o povo da região, conta a história de muitos líderes comunitários, agricultores e defensores da comunidade, que desapareceram sem deixar rasto”, adiantou o advogado.

Fonte: ACIN





Dongria pedem ajuda a Cameron

9 02 2010

A organização de defesa dos direitos indígenas, Survival Internacional, fez um apelo ao realizador de, Avatar James Cameron, em nome de um povo indígena através de um anúncio publicado na revista especializada em assuntos sobre a indústria cinematográfica Variety. No anúncio, a Survival pede a Cameron para ajudar a tribo Dongria Kondh de Orissa, na Índia, cuja história é extremamente semelhante à dos Na’vi em Avatar. O anúncio diz: Apelo para James Cameron Avatar é fantasia … e real. A tribo Dongria Kondh na Índia esta lutando para defender suas terras contra uma empresa de mineração determinada a destruir a sua montanha sagrada. Por favor, ajude os Dongria. Nós assistimos ao seu filme – Assista agora o nosso. O filme de 10 minutos produzido pela Survival “Mina: história de uma montanha sagrada” (ver secção Grande Angular), narrado pela atriz Joanna Lumley, expõe a situação dos Dongria. Os Dongria vivem nas Colinas de Niyamgiri no estado de Orissa, na Índia. A empresa britânica Vedanta Resources está determinada a minar sua montanha sagrada rica em bauxita (alumínio). Vedanta é majoritariamente pertencente ao bilionário indiano Anil Agarwal. Os Dongria e outros grupos indígenas do povo Kondh estão resistindo ao projeto da Vedanta e determinados a salvarem Niyamgiri de se tornar um terreno baldio industrial. Outros grupos Kondh já estão sofrendo com uma refinaria de bauxita, construída e operada pela Vedanta, na base das montanhas de Niyamgiri. O diretor da Survival, Stephen Corry, disse que: ‘Assim como o Na’vi descrevem a floresta de Pandora como “seu tudo “, para os Dongria Kondh, a vida e a terra sempre foram profundamente ligadas. A história fundamental do Avatar – se você tirar os multi-coloridos lêmures, os cavalos com narizes longos e os andróides guerreiros – pode ser vista hoje nas colinas de Niyamgiri em Orissa, na Índia.





Guaranis reunidos no Brasil

7 02 2010

As comunidades de índios guaranis do Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai, reunidas na cidade paranaense de Diamante D’Oeste, pediram aos Governos desses países garantias de combate à discriminação, ao preconceito e à violência em seus territórios. O pedido encontra-se no documento final do primeiro “Encontro dos povos guaranis da América do Sul”, que contou com a participação dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar. O documento contém as reivindicações dessa etnia.

Fonte: EFE





Medicamentos destronam plantas

3 02 2010

O processo de mudança cultural está a transformar os costumes dos índios nas aldeias Xerente. Os remédios tradicionais estão ameaçados pelos medicamentos produzidos na indústria farmacêutica. Plantas medicinais já não são mais o forte desta etnia. Existem ainda nesta comunidade curandeiros e pajés com sabedorias e conhecimentos, capazes de curar sem qualquer custo vários tipos de doenças utilizando somente os recursos naturais. Um simples chá da casca de angico pode eliminar a diarréia e a pneumonia. O sumo da folha de araçá resolve o problema da tosse e a febre. Mesmo com tantos recursos, a grande maioria dos índios Xerente prefer buscar tratamento com médicos formados nas universidades, que receitam remédios à base de produtos químicos. Essa preferência caracteriza a falta de credibilidade dos índios com os próprios parentes que mantém sua tradição na comunidade. Das experiências que adquiriram de outras gerações.

Fonte: Girassol





Desflorestação abranda na Amazónia

2 02 2010

A Amazónia perdeu, entre Outubro e Novembro de 2009, um total de 247,6 quilómetros quadrados de floresta, uma queda em comparação aos 896 quilómetros quadrados perdidos em igual período de 2008, informou hoje fonte oficial. Um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelou que a desflorestação na Amazónia chegou a 175,5 quilómetros quadrados em Outubro e 72,1 quilómetros quadrados em Novembro. Em 2008, a perda da cobertura vegetal foi de 541 quilómetros quadrados em Outubro e de 355 quilómetros quadrados em Novembro. O INPE revelou que não tem ainda números precisos sobre a desflorestação durante o passado mês de Dezembro, pois os satélites utilizados nas medições detetaram uma forte presença de nuvens na região, que impedia a visibilidade. A redução no ritmo da desflorestação na Amazónia é uma das prioridades do Governo brasileiro, sendo esta apresentada como um objetivo na Cimeira de Copenhaga sobre o Clima, em Dezembro. Nesta reunião, convocada pela Nações Unidas, o Brasil anunciou que fixou uma meta para reduzir a taxa de desaparecimento das florestas na região amazónica em 80 por cento para 2020. O Brasil é um dos principais emissores de gases poluentes no mundo e o maior percentual desta libertação de dióxido de carbono é justamente devido ao desaparecimento progressivo e queima de florestas na Amazónia, resultado das ações dos seres humanos.

Fonte: Lusa





Povos da Colombia em perigo

2 02 2010

O relator especial das Nações Unidas para os povos indígenas, James Anaya, considerou que a sobrevivência das comunidades indigenas e das suas culturas na Colômbia está ameaçada pela violência. “Tive conhecimento de informações que dão conta de uma situação de violência extremamente inquietante que visa os povos indígenas”, escreveu Anaya num relatório, onde lamenta igualmente que os índios sejam vítimas “de deslocações forçadas” e “de isolamento”. “A violência e outros crimes ameaçam a sobrevivência física e cultural”, destas populações, escreveu ainda, considerando que o Estado colombiano não enfrenta esta situação com o grau “de urgência” que ela merece.

Fonte:Lusa