Um Congresso de Línguas Indígenas vai realizar-se na capital do Chile, no mês de Março, em simultâneo com o 5º Congresso da Língua Espanhola. O objectivo, segundo os organizadores, é analisar o risco de extinção que os dialectos indígenas enfrentam. “As línguas indígenas estão ameaçadas e é urgente a tomada de medidas para preservá-las”, afirma Elisa Loncon, professora universitária e uma das organizadoras do encontro. “Se não tomamos medidas, as nossas línguas vão desaparecer. É uma situação de emergência fazer este congresso e outras acções para revitalizar as línguas”, acrescenta a docente do Departamento de Educação da Universidade de Santiago do Chile. O primeiro Congresso de Línguas Originárias do Chile irá decorrer entre 3 e 5 de Março, em várias dependências da Universidade do Chile. Na iniciativa participam representantes de diferentes etnias, como Aymara, Mapuche, Rapanui e Atacamena. A população indígena no Chile ronda os 692 mil, ou seja, 4,6 por cento da população total do país.
Chile preserva línguas indígenas
17 02 2010Comentários : Leave a Comment »
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Barragem põe tradições em risco
15 02 2010
A ONG Conservação Internacional Brasil divulgou a sua posição contrária à construção da Barragem de Belo Monte e descreveu o trabalho que realiza há 18 anos com os índios Kaiapó. Segundo os dirigentes da organização, seria possível “distribuir melhor os impactos e as oportunidades socio-económicas (ex.: pequenas barragens hidroeléctricas, energia de biomassa, eólica e solar) ao invés de sempre optar por grandes obras hidroelétricas que afectam profundamente determinados territórios ambientais e culturais, sendo que as populações locais, além de não incluídas nos projetos de desenvolvimento que se seguem, perdem as referências de sobrevivência”. A região afectada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, o EIA aponta para 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endémicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dos impactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rio Xingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento do ponto de vista ambiental. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essa biodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da Volta Grande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambiente aquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perda irreversível de centenas de espécies. O projecto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram. Porque para os índios, o rio é o mundo, lá estão seus ancestrais, suas tradições, seus mitos, seus territórios sagrados, sua cultura. E mesmo a mil quilômetros de distância de onde vivem os Kaiapó, o barramento do Xingu terá um impacto direto nas suas vidas. Na cosmologia indígena, todos os seres estão ligados por uma única teia, que de forma alguma se dissocia da sua vida. O rio tem forte simbolismo para os povos indígenas do Xingu. Sob a sua óptica, ele é continuação da própria casa e da própria alma; é um ser vivo que constitui a essência da cultura e da sobrevivência indígena. O projecto, aprovado para licitação, embora afirme que as principais obras ficarão fora dos limites das Terras Indígenas, desconsidera e/ou subestima os reais impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais do empreendimento. Além disso, é esperado que a obra intensifique o desmatamento e incite a ocupação desordenada do território, incentivada pela chegada de migrantes em toda a bacia e que, de alguma forma, trarão impactos sobre as populações indígenas.
Fonte: EcoAgência
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Artesanato indígena em debate
12 02 2010
Mais de 27 comunidades indígenas Yaruro, Jiwi Cuibas reuniram-se no centro de desenvolvimento Indian Apure, em Elorza, estado Apure, Venezuela, a fim de discutir a Lei do Artesanato Indígena. A reunião foi realizada no âmbito do primeiro Encontro Regional do Estado de Apure e do relançamento da Frente Socialista Indian Guaicaipuro, disse Edwin Hidalgo, líder da comunidade Yaruro. Participaram no encontro mais de 500 representantes indígenas da região, que também discutiram o papel dos povos indígenas na Revolução Bolivariana.
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Vala comum na Colômbia
10 02 2010
Terrível. Nem nos anos cinquenta se viu tanta brutalidade Colômbia, com as acções dos grupos paramilitares. Na pequena cidade de La Macarena, região de Meta, 200 quilómetros a Sul de Bogotá, uma das áreas mais quentes do conflito colombiano, foi descoberta a maior vala comum da história recente da América Latina, com um número de corpos enterrados sem identificação, que pode chegar a 2.000. Desde 2005, a elite do exército, cujas forças estão implantados nas proximidades, foi depositando por trás do cemitério local, centenas de corpos sem nome. Este é o maior cemitério de vítimas de um conflito que se tem notícia no continente. O advogado Jairo Ramirez, secretário do Comité Permanente para a Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia, visitou a sepultura colectiva com uma delegação de parlamentares britânicos e ficou escandalizado. “O que vimos foi terrível”, disse. “O Comandante do Exército disse-nos que eram guerrilheiros mortos em combate, mas o povo da região, conta a história de muitos líderes comunitários, agricultores e defensores da comunidade, que desapareceram sem deixar rasto”, adiantou o advogado.
Fonte: ACIN
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Dongria pedem ajuda a Cameron
9 02 2010
A organização de defesa dos direitos indígenas, Survival Internacional, fez um apelo ao realizador de, Avatar James Cameron, em nome de um povo indígena através de um anúncio publicado na revista especializada em assuntos sobre a indústria cinematográfica Variety. No anúncio, a Survival pede a Cameron para ajudar a tribo Dongria Kondh de Orissa, na Índia, cuja história é extremamente semelhante à dos Na’vi em Avatar. O anúncio diz: Apelo para James Cameron Avatar é fantasia … e real. A tribo Dongria Kondh na Índia esta lutando para defender suas terras contra uma empresa de mineração determinada a destruir a sua montanha sagrada. Por favor, ajude os Dongria. Nós assistimos ao seu filme – Assista agora o nosso. O filme de 10 minutos produzido pela Survival “Mina: história de uma montanha sagrada” (ver secção Grande Angular), narrado pela atriz Joanna Lumley, expõe a situação dos Dongria. Os Dongria vivem nas Colinas de Niyamgiri no estado de Orissa, na Índia. A empresa britânica Vedanta Resources está determinada a minar sua montanha sagrada rica em bauxita (alumínio). Vedanta é majoritariamente pertencente ao bilionário indiano Anil Agarwal. Os Dongria e outros grupos indígenas do povo Kondh estão resistindo ao projeto da Vedanta e determinados a salvarem Niyamgiri de se tornar um terreno baldio industrial. Outros grupos Kondh já estão sofrendo com uma refinaria de bauxita, construída e operada pela Vedanta, na base das montanhas de Niyamgiri. O diretor da Survival, Stephen Corry, disse que: ‘Assim como o Na’vi descrevem a floresta de Pandora como “seu tudo “, para os Dongria Kondh, a vida e a terra sempre foram profundamente ligadas. A história fundamental do Avatar – se você tirar os multi-coloridos lêmures, os cavalos com narizes longos e os andróides guerreiros – pode ser vista hoje nas colinas de Niyamgiri em Orissa, na Índia.
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