ECOS DA SELVA

Gasoduto atravessa reservas

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A companhia de petróleo anglo-francesa Perenco revelou planos para construir um gasoduto no coração do território de tribos isoladas na floresta amazónica. O gasoduto destina-se a transportar cerca de trezentos milhões de barris de petróleo do interior do norte da Amazônia peruana. A empresa não faz qualquer menção das tribos no seu relatório que detalha os potenciais impactos sociais e ambientais do gasoduto, apesar do fato de que eles poderiam ser dizimados pelo contato com os trabalhadores da Perenco. ‘Deixar de mencionar que eles estão trabalhando na terra de tribos isoladas é semelhante ao que os britânicos fizeram na Austrália: fingem que as tribos indígenas são invisíveis para que eles possam reivindicar a terra para si “, disse Stephen Corry, diretor da Survival International. O relatório da Perenco foi recentemente publicado no site do Ministério da Energia do Peru. Ele não menciona que o gasoduto passaria no centro de uma reserva proposta para os índios isolados. O gasoduto é projetado para ter 207 km de comprimento e conectar-se a outro gasoduto já construído, que vai transportar o petróleo até a costa do Pacífico do Peru. O relatório da Perenco diz que o gasoduto afetaria a floresta por quinhentos metros de cada lado. A Survival International e muitas outras organizações estão pressionando o governo do Peru para não permitir que o gasoduto seja construído. A empresa, presidida pelo graduado da universidade de Oxford, Francois Perrodo, negou a existência de índios isolados, apesar da empresa que operava anteriormente na região admitir que o contato com eles era “provável”.

Fonte: Survival

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