As empresas de exploração de petróleo e gás foram banidas de operarem numa reserva de índios isolados localizada na remota Amazónia peruana. A decisão foi anunciada num evento promocional, realizado em Londres por Perupetro, empresa estatal responsável pela promoção da exploração de petróleo e gás no Peru. A grande maioria da reserva havia sido aberta para a exploração pela empresa brasileira, Petrobras, numa área conhecida como ‘Lote 110’. A reserva é habitada por algumas das últimas tribos de índios isolados no mundo, uma conhecida como a tribo Murunahua (ou Chitonahua). Quando alguns Murunahua foram contatados pela primeira vez em meados da década de 90, cerca de 50% de sua população morreu. No entanto, Perupetro também anunciou que pretende abrir 25 novos ‘lotes’ para a exploração de petróleo e gás, totalizando 10 milhões de hectares; quase todos estão na Amazônia. O anúncio foi imediatamente criticado pela organização nacional indígena na Amazônia peruana, AIDESEP, que o classificou de uma ‘nova provocação’ e um ‘novo atentado’ para a população indígena do Peru. Para o diretor da Survival International, Stephen Corry, ‘É uma boa notícia que as empresas de petróleo e gás tenham sido banidas da Reserva Murunahua, porque teria sido muito perigoso para as tribos, e as empresas não teriam tido consentimento para operar na área. Mas Perupetro deve agora estender essa decisão para outras regiões do Peru: não deve permitir que as empresas operem em qualquer área onde elas não têm o consentimento da população local –sendo índios isolados ou não.’

Indio é indio, em qualquer nação. Havendo acordo para exploração, ou seja, havendo concordância das tribos habitantes do local pretendido, tudo bem.
A situação dos nativos é a mesma em toda a superfície terrestre.
Os habitantes naturais são os legítimos proprietários das áreas em que vivem.
Deus é testemunha!