ECOS DA SELVA

Indigenas com medo da violência

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A violência nas comunidades indígenas tem aumentado nos últimos anos. Na reserva de Dourados, em Mato Grosso do Sul, as famílias vivem com medo dentro das próprias casas. A índia kaiowá Lourdes Braga está de luto pela morte do filho de 20 anos. O jovem foi torturado e morto com um tiro nas costas. “Ninguém tem dó, não. Chegou a noite, ninguém tem dó”, disse. A família kaiowá mora na reserva de Dourados, em Mato Grosso do Sul, estado que lidera o ranking da violência indígena. O levantamento mais recente, de 2009, mostra que dos 60 assassinatos de índios no Brasil, trinta e três ocorreram neste estado. Indigenistas acreditam que o aumento da violência nas aldeias está diretamente ligado à diminuição do território do índio. No século XIX, por exemplo, as etnias terena, guaraní e kaiowá tinham cinco milhões de hectares para viver na região. Hoje, os cerca de 15 mil índios do município de Dourados dividem duas reservas de 3,5 mil hectares. “Nosso antepassado não vivia assim, não. Eles tinham de andar uma semana pra chegar ao vizinho. Hoje só um passo aí, você sai da casa e você já vê a casa do vizinho”, contou Getúlio Juca Oliveira, cacique caioá. Segundo um levantamento da Polícia Militar, só no ano passado pelo menos 16 índios foram mortos vítimas de agressão na reserva de Dourados. Por lei, só policiais federais podem entrar em terras indígenas.

Fonte: Globo Rural

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