Gás demite directora de assuntos indígenas

30 10 2011

Raquel Yrigoyen Fajardo

O governo do Peru demitiu a diretora de assuntos indígenas depois dela reverter uma decisão ‘ilegal’ para permitir a gigante empresa de gás argentina Pluspetrol de entrar em terra habitada por tribos isoladas. Raquel Yrigoyen Fajardo foi substituída como chefe do INDEPA, departamento para assuntos indígenas do governo peruano, por um ex-advogado especializado em ‘ética nos negócios’. A gestão anterior do INDEPA havia aprovado planos de expansão para o projeto da Pluspetrol, conhecido como Camisea, e enviado-os diretamente ao Ministério de Energia do Peru. Yrigoyen postou detalhes no Facebook sobre sua ‘saída inesperada’ do INDEPA. Ela disse que não havia “nenhuma base empírica” pela qual uma consulta adequada não havia sido solicitada, salientando, “que essa aprovação não levou em conta as normas da ONU pela proteção dos povos indígenas em isolamento”. Documentos submetidos pela Yrigoyen ao INDEPA sobre o cancelamento do projeto foram retirados do site do INDEPA logo depois que ela foi demitida. Yrigoyen disse que sua equipe saiu “com a cabeça erguida”, e que iria redobrar seus esforços para defender os direitos dos povos indígenas.

Fonte: Survival





Indigenas da Colômbia sob ameaça

27 10 2011

La Asociación de Cabidos Indígenas del Chocó OREWA denuncia ente la opinión pública nuevos hechos de amenaza y persecución contras las autoridades indígenas de Patadó, resguardo indígena de Urada Jiguamiandó, departamento de Chocó. Las comunidades manifiestan que durante las últimas semanas hombres armados pertenecientes a grupos paramilitares han ingresado en varias ocasiones al territorio de manera violenta intimidando a los miembros de la comunidad para que den información del paradero de las autoridades indígenas de Patadó. De igual modo han saqueando los cultivos y bienes de las comunidades.

Lo anterior se evidencia en los últimos hechos:

El domingo 16 de octubre de 2011 hombres armados ingresaron a la comunidad indígena de Patadó, de manera violenta revisaron todas las viviendas de la comunidad, allí preguntaron el paradero por el gobernador indígena ANIBAL BAILARÍN quien en el momento de los hechos se encontraba en otra comunidad. Luego de más de una hora de requisa y al ver que el gobernador no se encontraba en la comunidad estos hombres armados salieron al parecer con rumbo a la finca del señor ORLANDO SUESCÚN.

El lunes 17 de octubre el señor ORLANDO SUESCÚN llego a la comunidad de Patadó y le pregunto a varios comuneros donde se encontraba el gobernador indígena Anibal Bailarín Las personas de la comunidad le preguntaron que para que lo solicitaba y este señor les dijo que quería hablar con el, refiriéndose al gobernador.

En esa misma semana los días miércoles 19 y jueves 20 de octubre, varios hombres armados pertenecientes a grupos paramilitares hicieron presencia en los alrededores del caserío, luego se hubicaron cerca de la entrada de la comunidad y allí registraron a todas las personas que entraban y salían de la comunidad indígena de Patadó.

El día viernes 21 de octubre en horas de la noche, en la comunidad de Patadó ingresaron aproximadamente 15 hombres armados, requisaron una vez más todas viviendas de la comunidad. De igual modo una vez más de manera amenazante preguntaron por el gobernador indígena Anibal Bailarín, luego de revisar todas las viviendas salieron del caserío llevándose varios cerdos de la comunidad. Durante todo el fin de semana hombres armados han continuado asediando a los miembros de esta comunidad Embera Eyabida de Patadó, de igual modo han permanecido cerca del caserío o asentamiento de la comunidad   controlando y restringiendo el ingreso y salida de las personas y los alimentos.

El lunes 24 de octubre siendo aproximadamente la 1:00AM varios de estos hombres armados, pertenecientes al grupo paramilitar que ha estado asediando, amenazando y restringiendo el transito de la comunidad, ingresaron una vez más al caserío, esta vez preguntando por LUÍS EDUARDO SINIGÜÍ, líder indígena de la comunidad, quien para proteger su vida se tuvo que ocultar para no ser hallado por los paramilitares. Al salir del asentamiento indígena estos paramilitares una vez más se volvieron a llevar varios bienes y animales de la comunidad indígena.





Morales cede a protestos

24 10 2011

A marcha indígena de mais de 600 quilómetros, desde a floresta amazónica até à capital da Bolívia, para contestar a construção de uma auto-estrada em terrenos da sua reserva natural, teve final feliz para os manifestantes, com o Presidente Evo Morales a anunciar o cancelamento do projecto. Os indígenas, que tinham sido recebidos de forma apoteótica em La Paz, com milhares de pessoas na rua em solidariedade com o seu protesto, estavam acampados há dois dias na Praça das Armas quando lhes chegou um recado do Presidente. “O assunto está resolvido”, garantiu Morales. A notícia voltou a levantar a capital numa onda de celebração, com bandeiras, músicas e cartazes a assinalar a vitória dos “heróis” do Território Indígena do Parque Nacional Isidoro Sécuro, entretanto baptizados pela imprensa como os “marchistas de Tipnis” (TIPNIS é o acrónimo pelo qual é conhecido o parque). Dessa zona remota, em plena floresta amazónica, partiram cerca de dois mil manifestantes, que caminharam durante 65 dias para fazer chegar directamente ao Presidente Evo Morales a sua mensagem de oposição à construção daquela infraestrutura que, alegam, arruinará o seu habitat e o seu modo de vida. A opinião de Morales era a oposta: a nova estrada permitiria o desenvolvimento económico e a integração regional, logo a melhoria das condições de vida das comunidades indígenas, como repetiu em defesa do projecto.

Fonte: Público





Protestos na Bolívia

21 10 2011

Indígenas aclamados por milhares de pessoas à chegada a La Paz

Uma marcha indígena contra a construção de uma estrada na Amazônia boliviana terminou quarta-feira (19) com um enorme protesto contra o governo, liderado por Evo Morales. Aclamados por milhares de pessoas na fase  final da marcha, os indígenas anunciaram que permanecerão em La Paz por tempo indeterminado, enquanto o governo se diz disposto a iniciar um diálogo sobre o polémico projecto rodoviário a ser financiado pelo Brasil. “Não é possível que num governo indígena se violem direitos indígenas, seu territórios, a Mãe Terra”, disse Fernando Vargas, um dos líderes dos protestos, no final da marcha que paralisou La Paz durante várias horas. Ele disse que os indígenas amazónicos esperam que Morales, da etnia aimará, ceda às exigências dos manifestantes e peça desculpas pela violenta repressão policial à marcha no final de Setembro, num incidente que derrubou ministros e desatou uma onda de solidariedade aos participantes da caminhada. Desde 15 de agosto, a marcha percorreu cerca de 600 quilómetros a partir da cidade de Trinidad, numa tentativa de evitar a construção de uma estrada que atravessaria o Território Indígena e Parque Nacional Isidoro Sécure (Tipnis).

Fonte: Globo.com





Reportagem denuncia garimpo

19 10 2011
Os indígenas brasileiros esperam que após a exibição de uma reportagem no programa televisivo Fantástico, sobre garimpo ilegal na reserva Yanomami, as autoridades descruzem os braços e combatam de forma eficaz a extração irregular de minérios. Se os jornalistas não tiveram dificuldade em encontrar a extração ilegal de minérios por meio de balsas ou maquinários nos rios que cortam o território indígena, como as autoridades não conseguem localizá-los?  E, quando os retiram – a última ação foi no ano passado -, por que logo eles voltam?, interrogam os índios. A Hutukara Associação Yanomami (HAY) diz que falta vontade política para solucionar o caso. Afirma que não basta retirar os garimpeiros, mas também desarticular todo o esquema que o financia. Ou seja, é preciso prender os grandes financiadores dos garimpos e acabar com o esquema de voos irregulares que levam garimpeiros e máquinas para a reserva indígena. Também fiscalizar lojas que comercializam ouro para saber a procedência. A HAY acredita que pelo menos 1.500 garimpeiros actuam no território. Os principais garimpos estão instalados nas regiões do Paapiú, Baixo e Alto Rio Mucajaí, Kayanau, Uxiú, Xitei, Homoxi, Parafuri, Waikás e nas cabeceiras dos rios Mucajaí, Catrimani e Uraricoera. A associação assegura ainda que tem formalizado reiteradas denúncias junto aos órgãos competentes e pedido providências, mas pouco ou nada tem sido feito para solucionar o problema. A exploração mineral em terras indígenas não é permitida, por falta de regulamentação do artigo 231 da Constituição Federal, que condiciona a pesquisa mineral em áreas indígenas à autorização do Congresso Nacional. Há pelo menos dois anos a regulamentação é discutida entre os parlamentares.
Fonte: Andrezza Trajano, Folha de Boa Vista