Contra os safaris humanos na Índia

17 02 2012

ImagemCinco anos depois da ONU ter pedido à Índia o encerramento da Andaman Trunk Road (ATR) – Estrada Nacional da Andamão, – a Survival International convidou aquela organização a pronunciar-se uma segunda vez, reclamando o fim dos safaris humanos. Em 2002, o Supremo Tribunal da Índia emitiu uma ordem para que fossem fechadas algumas zonas da Andaman Trunk Road, por forma a evitar a interferência na vida do povo Jarawa. A ONU pediu ao governo indiano que aplicasse a medida, em 2007, mas de nada valeu. Nos últimos meses, o assunto voltou a ser tema em vários jornais britânicos. Agora, as autoridades indianas e das Ilhas Andamão enfrentam a pressão nacional e internacional para que não permitam que os Jarawa se tornem vítimas da estrada que corta a sua reserva. O movimento conta com o apoio de 15 membros do parlamento britânico de diferentes partidos. E alguns eurodeputados também já levaram o assunto ao Parlamento Europeu, com o apoio do representante de relações exteriores da União Europeia.

“Como membro da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento casos como esse são de muita importância para mim. É uma questão de direitos humanos básicos. Não é correcto as pessoas serem tratadas assim. Eles são seres humanos e devem ser tratados como tal”, disse à Survival Internacional o deputado do Reino Unido, Mike Crockart. Para Stephen Corry, director da Survival, “fechar a estrada não tem a ver com isolar os Jarawa, mas sim defender o seu direito de controlar a sua própria terra e escolher, se e como, interagem com forasteiros. Longe de quererem se intrometer nos assuntos indianos, a preocupação por parte do Reino Unido, da Europa e da ONU, demonstra a gravidade da situação e a necessidade de respeitar os direitos humanos fechando a estrada”.
Se pretende associar-se à campanha envie e-mails através deste website, exigindo ao
governo indiano que tome medidas imediatas para acabar com os safaris humanos.





Foto: Ariberto De Blasoni/Survival

17 02 2012

Foto: Ariberto De Blasoni/Survival





Explosão em escola da Colombia

8 02 2012

As agressões ao povo Nasa, na Colombia, não param. Desta vez, o ataque ocorreu numa escola do município de Jambaló, deixando feridos três estudantes menores. Aqui fica o relato oficial da autoridade do resguardo.

“Siendo aproximadamente a las 10:00 am del día 7 de febrero de 2012, estalló un artefacto explosivo en la institución educativa del área urbana de Jambaló, exactamente en el baño del colegio de los hombres, dejando como resultado 3 estudiantes menores de edad heridos, identificados con los nombres de EIBAR YADIR PACHO CUCHILLO, de la vereda Monte Redondo de 13 años de edad, TIBERIO DAGUA QUITUMBO de la vereda La Laguna de 13 años de edad y JHAN CARLOS CUETIA FERNANDEZ, del barrio Santa Rosa de 10 años de edad, el colegio cuenta con cerca de 708 estudiantes distribuidos  en 2 cedes. Estos hechos ocurrieron en la segunda cede de la institución educativa ubicada en la parte baja del área urbana donde causó daños materiales en pisos, ventanas, techos y avería de los lavamanos, este hecho será investigado desde el ejercicio del Derecho Propio por la autoridad tradicional del Resguardo y Municipio de Jambaló”.





Madeireiros invadem área indígena

10 01 2012

ImagemMadeireiros têm invadido uma comunidade de índios Awá isolados, um dos quais teria sido queimado vivo. Membros da tribo Guajajara, a qual também habita a área, afirmaram que encontraram os restos carbonizados de uma criança Awá, após um ataque de madeireiros, de acordo com a ONG CIMI. Clovis Guajajara, que às vezes avista os Awá enquanto caça na floresta, reportou que não os vê desde tal ataque, e acredita que tenham fugido. A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) declarou à Survival International que está conduzindo uma investigação de acordo com os relatos, e que a morte da criança ainda não foi confirmada.

Acredita-se que pelo menos 60 Awá isolados vivam nessa região do nordeste da Amazônia brasileira, sendo eles uma das últimas tribos caçadoras-coletoras nômades no Brasil. Os Awá dependem de sua floresta para viver, porém, um grande número de madeireiros tem invadido as suas terras, as quais agora sofrem um dos maiores níveis de desmatamento da Amazônia. Os Awá recentemente sofreram uma série de ataques brutais, e os madeireiros avisaram que os índios seriam mortos caso entrassem na sua floresta. A Survival International está instando o governo brasileiro a expulsar os invasores das terras Awá antes que a devastação coloque a vida dos índios ainda mais em risco.

Fonte: Survival





Mais imagens de índios isolados

23 11 2011

A Survival International tem publicado novas imagens de uma aldeia de Yanomami isolados no Brasil, 20 anos após uma de suas campanhas cruciais que resultou na criação do maior território indígena em floresta no mundo. A Survival International, o xamã Yanomami Davi Kopenawa e a Comissão Pro-Yanomami no Brasil foram fundamentais para garantir esta vitória. As novas imagens enfatizam a importancia do território em proteger os Yanomami de garimpeiros, que devastaram a tribo nos anos 1980. Para o diretor da Survival, Stephen Corry, “os adeptos da organização podem ficar imensamente orgulhosos do sucesso que este avistamento representa. É claro que muitos povos indígenas, incluindo os Yanomami isolados, ainda estão ameaçados pela ocupação ilegal de suas terras, e por isso não podemos desistir da luta. A própria existência de Yanomami isolados, no entanto, prova que a campanha persistente compensa. Esperamos ver muitas mais vitórias como esta”. Os Yanomami sofreram anos de opressão nas mãos dos garimpeiros. Sua população diminuiu em 20 por cento em apenas sete anos, devido a violência e doenças. O governo do Brasil anunciou sua decisão de demarcar as fronteiras de um território para os Yanomami em novembro de 1991. O território foi assinado em lei no ano seguinte. As novas fotos mostram que membros isolados da tribo continuam a viver na Amazônia, construindo malocas tradicionais no coração de suas comunidades. Mas, embora o reconhecimento dos direitos à terra para os Yanomami tenha melhorado as condições de vida da tribo, ameaças ainda existem. Garimpos ilegais continuam a operar a apenas 15 quilômetros dos Yanomami isolados. A mineração ilegal na terra dos Yanomami transmite doenças mortais como a malária e polui os rios e floresta com mercúrio. Pelo menos 800 pessoas do exército e da polícia do Brasil estão agora envolvidas em uma operação para remover os garimpeiros ilegais. Até agora, 30 já foram expulsos.

Fonte: Survival