Indígenas fundamentais para proteger

17 11 2011

Os povos indígenas são fundamentais para a preservação das florestas do mundo, e reservas de conservação que os excluí sofrem, segundo um estudo do Banco Mundial. O documento mostra que o desmatamento chega a seu nível mais baixo conforme os povos indígenas continuam vivendo em áreas protegidas, e não são forçados a deixá-las. Em todo o mundo, milhões de indígenas são refugiados de projectos de conservação, mas o Banco Mundial diz que a sua prova demonstra que ‘a conservação da floresta não precisa ser à custa de meios de subsistência locais’. Usando dados de satélite de incêndios florestais para ajudar a indicar os níveis de desmatamento, o estudo mostrou que as taxas eram cerca de 16% mais baixas em áreas indígenas, entre 2000-2008. Oitenta por cento das áreas protegidas do mundo são territórios de comunidades indígenas, que têm vivido lá por milênios. Isto não é coincidência: cada vez mais, os especialistas reconhecem a ligação entre a presença de povos indígenas e sua capacidade de beneficiar as florestas com a inibição do desmatamento. Mas, apesar do Banco Mundial reconhecer os benefícios que os povos indígenas dão à terra, tem apoiado vários projetos polémicos, ameaçando a existência desses povos.

A tribo Awá no Brasil foi devastada pelo programa
Carajás, financiado pelo Banco Mundial.
© Fiona Watson / Survival

Um caso famoso aconteceu durante a década de 1970 quando o Banco Mundial ajudou a financiar o Programa Grande Carajás depois do descobrimento de grandes depósitos de minério de ferro no Brasil. O projeto de desenvolvimento teve conseqüências fatais para a tribo Awá. Segundo o director da Survival International, Stephen Corry, os especialistas “estão finalmente reconhecendo o facto de que a defesa dos direitos dos povos indígenas para permanecerem em suas terras é a melhor maneira de garantir a conservação da floresta. É uma pena que nem todas as organizações de conservação o reconheçam. Além da violação dos direitos humanos que seus despejos representam, tal acção é também contraproducente”.

Fonte: Survival





Índios assassinados no Mato Grosso

3 11 2011

Um relatório divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) dá conta de um genocídio indígena em Mato Grosso do Sul (Brasil) nos últimos oito anos. Segundo o documento, 250 índios foram assassinados neste período, a maioria na região sul, onde vivem os índios guarani/caiuá. A dimensão da situação fica mais evidente quando se compara os dados com os números nacionais. Conforme o Cimi, enquanto a média nacional é de 24,5 homicídios para cada 100 mil pessoas, na Reserva Indígena de Dourados, a maior do Estado, a proporção é de 145 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. No Iraque, a média proporcional é de 93 mortes/100 mil moradores. O levantamento mostra ainda que Mato Grosso do Sul lidera em número de assassinatos de indígenas. Em 2007, 70% dos casos registrados no Brasil foram em Mato Grosso do Sul. No total, 55% dos homicídios foram de índios das etnias que vivem no MS, sendo 250 aqui e 202 no restante do País. A situação não é diferente quando se fala em tentativas de assassinato. Enquanto no período de 2003 a 2010 foram 190 em Mato Grosso do Sul, nas demais regiões do Brasil foram 111. Nos primeiros nove meses deste ano, 27 dos 38 indígenas mortos violentamente no Brasil são sul-mato-grossenses, o que corresponde a 71%. Para Flávio Vicente Machado, coordenador estadual do Cimi, instituição ligada à igreja católica, a explicação para esse quadro de violência é o conflito agrário. São lideranças indígenas sendo mortos na luta pela terra contra os fazendeiros, e moradores comuns das aldeias sendo assassinados em conflitos internos. Vivem no Estado cerca de 75 mil índios, a segunda maior população do País, superado apenas pelo Amazonas.

Fonte: O Globo





Gás demite directora de assuntos indígenas

30 10 2011

Raquel Yrigoyen Fajardo

O governo do Peru demitiu a diretora de assuntos indígenas depois dela reverter uma decisão ‘ilegal’ para permitir a gigante empresa de gás argentina Pluspetrol de entrar em terra habitada por tribos isoladas. Raquel Yrigoyen Fajardo foi substituída como chefe do INDEPA, departamento para assuntos indígenas do governo peruano, por um ex-advogado especializado em ‘ética nos negócios’. A gestão anterior do INDEPA havia aprovado planos de expansão para o projeto da Pluspetrol, conhecido como Camisea, e enviado-os diretamente ao Ministério de Energia do Peru. Yrigoyen postou detalhes no Facebook sobre sua ‘saída inesperada’ do INDEPA. Ela disse que não havia “nenhuma base empírica” pela qual uma consulta adequada não havia sido solicitada, salientando, “que essa aprovação não levou em conta as normas da ONU pela proteção dos povos indígenas em isolamento”. Documentos submetidos pela Yrigoyen ao INDEPA sobre o cancelamento do projeto foram retirados do site do INDEPA logo depois que ela foi demitida. Yrigoyen disse que sua equipe saiu “com a cabeça erguida”, e que iria redobrar seus esforços para defender os direitos dos povos indígenas.

Fonte: Survival





Indigenas da Colômbia sob ameaça

27 10 2011

La Asociación de Cabidos Indígenas del Chocó OREWA denuncia ente la opinión pública nuevos hechos de amenaza y persecución contras las autoridades indígenas de Patadó, resguardo indígena de Urada Jiguamiandó, departamento de Chocó. Las comunidades manifiestan que durante las últimas semanas hombres armados pertenecientes a grupos paramilitares han ingresado en varias ocasiones al territorio de manera violenta intimidando a los miembros de la comunidad para que den información del paradero de las autoridades indígenas de Patadó. De igual modo han saqueando los cultivos y bienes de las comunidades.

Lo anterior se evidencia en los últimos hechos:

El domingo 16 de octubre de 2011 hombres armados ingresaron a la comunidad indígena de Patadó, de manera violenta revisaron todas las viviendas de la comunidad, allí preguntaron el paradero por el gobernador indígena ANIBAL BAILARÍN quien en el momento de los hechos se encontraba en otra comunidad. Luego de más de una hora de requisa y al ver que el gobernador no se encontraba en la comunidad estos hombres armados salieron al parecer con rumbo a la finca del señor ORLANDO SUESCÚN.

El lunes 17 de octubre el señor ORLANDO SUESCÚN llego a la comunidad de Patadó y le pregunto a varios comuneros donde se encontraba el gobernador indígena Anibal Bailarín Las personas de la comunidad le preguntaron que para que lo solicitaba y este señor les dijo que quería hablar con el, refiriéndose al gobernador.

En esa misma semana los días miércoles 19 y jueves 20 de octubre, varios hombres armados pertenecientes a grupos paramilitares hicieron presencia en los alrededores del caserío, luego se hubicaron cerca de la entrada de la comunidad y allí registraron a todas las personas que entraban y salían de la comunidad indígena de Patadó.

El día viernes 21 de octubre en horas de la noche, en la comunidad de Patadó ingresaron aproximadamente 15 hombres armados, requisaron una vez más todas viviendas de la comunidad. De igual modo una vez más de manera amenazante preguntaron por el gobernador indígena Anibal Bailarín, luego de revisar todas las viviendas salieron del caserío llevándose varios cerdos de la comunidad. Durante todo el fin de semana hombres armados han continuado asediando a los miembros de esta comunidad Embera Eyabida de Patadó, de igual modo han permanecido cerca del caserío o asentamiento de la comunidad   controlando y restringiendo el ingreso y salida de las personas y los alimentos.

El lunes 24 de octubre siendo aproximadamente la 1:00AM varios de estos hombres armados, pertenecientes al grupo paramilitar que ha estado asediando, amenazando y restringiendo el transito de la comunidad, ingresaron una vez más al caserío, esta vez preguntando por LUÍS EDUARDO SINIGÜÍ, líder indígena de la comunidad, quien para proteger su vida se tuvo que ocultar para no ser hallado por los paramilitares. Al salir del asentamiento indígena estos paramilitares una vez más se volvieron a llevar varios bienes y animales de la comunidad indígena.





Morales cede a protestos

24 10 2011

A marcha indígena de mais de 600 quilómetros, desde a floresta amazónica até à capital da Bolívia, para contestar a construção de uma auto-estrada em terrenos da sua reserva natural, teve final feliz para os manifestantes, com o Presidente Evo Morales a anunciar o cancelamento do projecto. Os indígenas, que tinham sido recebidos de forma apoteótica em La Paz, com milhares de pessoas na rua em solidariedade com o seu protesto, estavam acampados há dois dias na Praça das Armas quando lhes chegou um recado do Presidente. “O assunto está resolvido”, garantiu Morales. A notícia voltou a levantar a capital numa onda de celebração, com bandeiras, músicas e cartazes a assinalar a vitória dos “heróis” do Território Indígena do Parque Nacional Isidoro Sécuro, entretanto baptizados pela imprensa como os “marchistas de Tipnis” (TIPNIS é o acrónimo pelo qual é conhecido o parque). Dessa zona remota, em plena floresta amazónica, partiram cerca de dois mil manifestantes, que caminharam durante 65 dias para fazer chegar directamente ao Presidente Evo Morales a sua mensagem de oposição à construção daquela infraestrutura que, alegam, arruinará o seu habitat e o seu modo de vida. A opinião de Morales era a oposta: a nova estrada permitiria o desenvolvimento económico e a integração regional, logo a melhoria das condições de vida das comunidades indígenas, como repetiu em defesa do projecto.

Fonte: Público