A morte de 21 indígenas por falta de atendimento médico nos casos de malária, hepatite e pneumonia, no Vale do Javari, fez com que o presidente da Comissão de Assuntos Indígenas da Assembléia Legislativa do Estado, deputado José Lobo, fizesse um requerimento à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para que disponibilize informações detalhadas sobre a saúde indígena naquela região.
A preocupação maior – segundo o parlamentar -, é que essas moléstias atingem cerca de 3.500 índios das diversas etnias no Vale do Javari, no Amazonas, pertencentes aos povos Marubo, Matis, Mayoruna Kulina e Kanamary. Os quatro primeiros pertencem à família lingüística Pano e o último à família lingüística Katukina.
Explicou José Lobo que apesar de estarem dentro de uma área protegida e reconhecida pelo governo brasileiro, longe das áreas de grandes desmatamentos do Brasil que sempre aparecem nos noticiários internacionais e sem ter grandes problemas de invasões, estes povos indígenas contatados e também os povos indígenas isolados se encontram ameaçados.
Lembra José Lobo que a Terra Indígena do Vale do Javari, com 8,5 milhões de hectares, é a segunda maior terra indígena do Brasil tendo sido reconhecida oficialmente pelo governo brasileiro em maio de 2001. Está localizada no sudoeste da Amazônia brasileira, na fronteira com o Peru e faz parte de um “arco de conservação” que conecta várias unidades de conservação e terras indígenas do Estado do Acre e do sudoeste do Estado do Amazonas.
Mostrando-se bastante revoltado, o parlamentar disse que desde 2001 a Terra Indígena do Vale do Javari vem enfrentando uma forte epidemia de hepatite B e D e malária, e agora a pneumonia, entre as populações de povos indígenas contatados que vivem nos entornos do território dos isolados.
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Fonte: Portal Amazónia