Estado de emergência nos Xavante

28 04 2011

O município de Campinápolis, localizado a 500 quilometros da capital Cuiabá, é a região do País que mais concentra indígenas da etnia Xavantes. São mais de 9 mil índios vivendo no município. Desde o início deste ano o número de óbitos de índios registados no município corresponde à metade dos óbitos registados durante todo o ano de 2010. Somente nos primeiros meses de 2011, 35 índios morreram, dentre esses, 34 são crianças e uma mulher. O sistema de saúde pública é um dos principais problemas enfrentados hoje no município e somente após tantas mortes de índios, o governo de Mato Grosso decidiu decretar estado de emergência na cidade. A medida foi tomada para que o governo federal agilize a liberação de recursos para construção de uma nova unidade de atendimento aos índios – Casa de Apoio à Saúde do Índio (Casai). Pois a actual unidade não tem nenhuma condições.

Fonte: ExpressoMT





Gripe A ameaça Yanomani

4 11 2009

Além dos oito yanomami que morreram na Venezuela vítimas da gripe A, suspeita-se que mais 1000 elementos da mesma etnia estejam contaminados com o vírus. O governo venezuelano isolou a área e enviou equipes médicas para tratar os Yanomami. O órgão regional da Organização Mundial da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde, confirmou que pelo menos dois Yanomami morreram com o vírus H1N1. No entanto teme-se que a epidemia pode varrer o território Yanomami e matar muitos outros indígenas. Os Yanomami representam a maior tribo relativamente isolada na floresta amazônica, com uma população de cerca de 32.000 que se estende pela fronteira entre a Venezuela e o Brasil. Devido a esse isolamento eles apresentam baixa resistência às doenças introduzidas como a gripe. A invasão de garimpeiros em terras Yanomami entre 1980-90 resultou na morte de um quinto de sua população no Brasil por doenças como a gripe e a malária, introduzidas pelos garimpeiros. O futuro dos Yanomami só foi assegurado após uma grande campanha internacional liderada pelos próprios Yanomami, a Comissão Pró Yanomami (CCPY) e a Survival International. A assistência médica é extremamente precária em ambos os lados da fronteira. Muitas comunidades Yanomami não tem acesso algum à assistência médica. Os desafios na prestação de assistência médica emergencial são agravados pela geografia da região que é montanhosa com floresta densa. O território Yanomami está localizado na fronteira entre o norte do Brasil e o sul da Venezuela e é o maior território indígena em floresta tropical no mundo. Stephen Corry, diretor da Survival, disse hoje: ‘A situação é crítica. Ambos os governos devem tomar medidas imediatas para deter a epidemia e precisam melhorar radicalmente os cuidados à saúde dos Yanomami. Caso contrário, mais uma vez assistiremos centenas de Yanomami morrendo de doenças tratáveis. Isso seria absolutamente devastador para essa tribo isolada, cuja população vem se recuperando recentemente de epidemias que dizimaram sua população há 20 anos.’

Fonte: Survival





Epidemia no Vale do Javari

13 03 2009

A morte de 21 indígenas por falta de atendimento médico nos casos de malária, hepatite e pneumonia, no Vale do Javari, fez com que o presidente da Comissão de Assuntos Indígenas da Assembléia Legislativa do Estado, deputado José Lobo,  fizesse um requerimento à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para que disponibilize informações detalhadas sobre a saúde indígena naquela região.

A preocupação maior – segundo o parlamentar -, é que essas moléstias atingem cerca de 3.500 índios das diversas etnias no Vale do Javari, no Amazonas, pertencentes aos povos Marubo, Matis, Mayoruna Kulina e Kanamary. Os quatro primeiros pertencem à família lingüística Pano e o último à família lingüística Katukina.

Explicou José Lobo que apesar de estarem dentro de uma área protegida e reconhecida pelo governo brasileiro, longe das áreas de grandes desmatamentos do Brasil que sempre aparecem nos noticiários internacionais e sem ter grandes problemas de invasões, estes povos indígenas contatados e também os povos indígenas isolados se encontram ameaçados.

Lembra José Lobo que a Terra Indígena do Vale do Javari, com 8,5 milhões de hectares, é a segunda maior terra indígena do Brasil tendo sido reconhecida oficialmente pelo governo brasileiro em maio de 2001. Está localizada no sudoeste da Amazônia brasileira, na fronteira com o Peru e faz parte de um “arco de conservação” que conecta várias unidades de conservação e terras indígenas do Estado do Acre e do sudoeste do Estado do Amazonas.

Mostrando-se bastante revoltado, o parlamentar disse que desde 2001 a Terra Indígena do Vale do Javari vem enfrentando uma forte epidemia de  hepatite B e D e malária, e agora a pneumonia, entre as populações de povos indígenas contatados que vivem nos entornos do território dos isolados.

 

 

Fonte:   Portal Amazónia